Lutando contra o relógio

setembro 23rd, 2010 by renata

E o tempo vai passando… Chega a ser meio incrível acreditar que já estamos na metade de setembro, nos preparando para outubro e contando os dias para novembro, quando os vestibulares serão as principais prioridades.

Estudar está se tornando exaustivo… Desde a volta às aulas em Agosto, tive dois finais de semana sem ir para a escola, um deles incluindo o feriado de 7 de Setembro e essa rotina continua assim até o final do mês, em que há simulados, oficinas e aulas- todos os mais variados modos de me deixar presa na escola.  Obviamente sem contar que fico das 7h15 às 17h30 na escola – o que dá dez horas e quinze minutos – de puras aulas. Algumas mais cansativas, algumas entediantes, outras divertidas e animadas.

Porém chega um determinado momento em que tudo isso se mistura, satura, consome e se torna exaustivo. Não há tempo para refletir, não há um momento de calma e mesmo quando eu acho que finalmente encontrei, há sempre algum problema, alguma coisa com que devo me comprometer e me dedicar.

E o que acontece quando todo o seu tempo é consumido? Sempre que surge uma oportunidade, por exemplo, aquelas duas horinhas livres que você consegue nos dias em que não tem redação.

Bom…elas seriam um ótimo tempo para estudar para a prova de Física, ou História, ir dando uma lida no livro de Literatura. Mas o que de fato acaba acontecendo? Eu simplesmente desisto, vou fazer outra coisa, normalmente fico no computador e quando eu vejo, estou indo dormir duas horas mais tarde do que eu deveria, e acordo cansada para a aula e sem ter aproveitado nada.

Conciliar tudo isso é difícil nessa altura, é preciso uma incrível força de vontade e foco. Porém, não é impossível. Muitos já passaram no vestibular. De um jeito ou de outro, isso acaba acontecendo: o amadurecimento vem cedo ou tarde e junto com isso a necessidade de disciplina.

Cada louco com a sua batida

setembro 1st, 2010 by renata

Até que é verdade. Músicas sempre mudam meu estado de humor. Ou se não mudam, o completam, tiram palavras da minha boca e me fazem sorrir com desgosto, rir de cumplicidade, ou balançar a cabeça em reprovação. Cada momento precisa da sua música, direta ou indiretamente. Algumas me lembram coisas ruins, outras me lembram coisas boas, mas todas representam uma parte da minha vida.

Em casa eu não ligo muito para o que estou ouvindo. Normalmente deixo tocando alguma playlist – provavelmente as adicionadas recentemente – ou todas mesmo, ficando no shuffle ou às vezes eu mesma escolho a próxima música que quero ouvir.

Na escola, quando estou com o meu iPod, costuma ser a mesma coisa. Não tenho muita preferência, a não ser que eu esteja viciada em alguma música, daí é difícil eu tirá-la da cabeça, mesmo quando deveria estar me preocupando com a aula de História.

Eu sempre gostei de estudar ouvindo música, fazia parte do relaxamento e parte de minha concentração, só que isso mudou um pouco esse ano. Sempre que tenho alguma prova para estudar, não consigo ouvir música.

Fico concentrada na música presto atenção na letra e então, quando vejo, o tempo passou e eu parei de estudar! Pra fazer lição não ligo muito, até gosto e a cobrança também é menor, o que me deixa menos preocupada com o tempo.

Na hora de suar a camisa na academia, só servem músicas agitadas. Tipo aquelas antigas – ou nem tanto – que cativam. Às vezes escuto algo como David Bowie, Billy Idol, The Runaways, ou até mesmo as músicas de baladinha que agora estão na moda, já que o ritmo é contagiante e me deixa empolgada para pedalar mais, por exemplo. Chega a ser divertido.

Mas o importante é ouvir aquilo que te faz gostar do que está fazendo. Fazer ginástica com música lenta te faz ficar com tédio, estudar com música agitada pode te distrair. Só que acaba sendo algo pessoal, às vezes sou só eu. Ou às vezes tem gente que nem gosta de ouvir música, mas vai saber. Cada louco com a sua batida…

Uma coisa meio “nerd”

agosto 25th, 2010 by renata

Não sei bem como definir alguém como um ídolo. Há as pessoas que me cercam e as pessoas que estão num plano idealizado, que existem – ou existiram – e que agora deixam suas obras para que nós possamos nos inspirar nelas e criar coisas tão novas e legais quanto.

Primeiramente admiro meu pai. Inteligente, rápido, consegue resolver problemas de matemática com uma facilidade incrível. Isso me fascina muito. Quase aquela frase de criança “Quando crescer quero ser como ele”.

Obviamente que minha mãe também, talvez não tão prática quanto meu pai, mas é criativa e tem um domínio do inglês que realmente me inveja! E por último, meu primo. Esse faz mais o meu estilo: um pouco relaxado, despreocupado, que não estuda muito, porém sempre teve boas notas, respostas inteligentes, engraçado e brincalhão. Nunca o vi sério e muito menos sem uma piada na ponta da língua.

Mas os ídolos existem. Não somente os meus. Acredito que muitas pessoas têem como ídolo um artista, por exemplo, ou um cantor, escritor ou um poeta.

No quesito escritores, posso dizer que gosto da Clarice Lispector. Desde a oitava série, quando li um texto dela me encantei. Leio seus contos e em breve comprarei um livro (além de outro que será indicado para leitura na escola) para me distrair um pouco de toda a História, Geografia, Biologia, Química e Física que ocupa minhas estantes.

Para poemas vou ter que citar dois poetas que descobri na escola, obviamente famosos, que estudamos para o vestibular: Fernando Pessoa (e heterônimos) e Vinícius de Moraes. O primeiro tem uma diversidade de textos incrível e o jeito contemporâneo e descontraído faz muito meu estilo. Já Vinícius tem frases que são conhecidas por todos, mesmo que indiretamente.  Me identifiquei ao ver um filme sobre a vida dele, no qual ele dizia que escrever aliviava suas tensões. O mesmo que acontece comigo.

Pode parecer uma coisa meio “nerd”, mas é verdade que essas são as pessoas mais influentes. Não consigo pensar num artista, seja da TV, cinema, ou do ramo da música que me inspire realmente. Então, vou deixar esse meu lado culto dominar pelo menos uma vez.

Futuro do presente

agosto 12th, 2010 by renata

Desde que as minhas férias acabaram, não tenho me perguntado como estarei daqui a dez anos! Tenho me perguntado como estarei em alguns meses, pois faltam quase 10 semanas para o dia mais esperado pela maioria dos alunos do terceiro ano: o dia do vestibular.

Considerando modestamente que eu entre na facul esse ano, em 2015 eu estaria com 22 anos e já me formando. Mais cinco anos e eu esperaria estar em um emprego, se possível não mais estagiária. Quero estar me dedicando à carreia e não vou parar de estudar.

Essa seria apenas uma parte do sonho. Fazer uma pós-graduação, me aprofundar em diferentes assuntos seria a continuidade. Não sou exatamente o tipo de pessoa que gosta de sentar e estudar – aliás, acho que ninguém realmente gosta – mas desenvolver esse hábito, essa curiosidade e a famosa “sede de conhecimento” é uma capacidade que eu sei que tenho, principalmente quando se trata de uma meta.

Dependendo de como serão as coisas e até mesmo da faculdade em que eu entrar (como já disse antes, estou em dúvida entre a USP e a ESPM), há vários cursos que eu pretendo fazer, como Fotografia e algum curso de Photoshop.

Bom, fora isso, pretendo acabar o curso de inglês e realmente espero que isso me ajude! Apesar do que tem muita gente dizendo por aí que aprender mandarim é a nova onda.

Bom… acho que é isso. Mas enquanto 2020 não chega, tenho que me preocupar mesmo é com a rotina de estudos, juntamente com as fotos que quero tirar do terceiro ano, as besteiras que faço no Photoshop e a academia uma vez por semana.

É, acho que em 10 anos muita coisa pode mudar.

@reohyeah

Leia o filme e veja o livro

agosto 4th, 2010 by renata

Depois de tanto ouvir sobre o filme mais esperado do ano, resolvi dar uma chance à obra original, que há algum tempo vinha criando interesse. Alice no País das Maravilhas não é só um livro para crianças, aliás, corrigindo, não é um livro para crianças, com seu vocabulário um tanto pesado e com viagens loucas que descrevem um mundo fora do comum, onde animais falam, objetos ganham vida e um simples pedaço de bolo pode te fazer ganhar metros de altura.

Lewis Carroll escreveu dois livros; o primeiro chamado Aventuras de Alice no País das Maravilhas – que foi o que acabei de ler – e um segundo, chamando Através do Espelho e o que Alice encontrou por Lá. Com o boom do filme, é mais fácil encontrá-los juntos, num mesmo livro, do que separadamente.

O livro é divertido, os comentários da pequena Alice, uma garota um tanto inocente, com aquele ar de sabe-tudo. Uma coisa que devo elogiar mais ao Tim Burton – diretor do filme – do que ao próprio autor, foi a capacidade de misturar as histórias, não fazendo, em momento algum, com que o filme se parecesse com o livro. Tentei diversas vezes relacionar a história com o que estava acontecendo, mas nada parecia se encaixar .

Recomendo o livro, com certeza, e ainda quero ler a segunda parte, em que mais personagens do filme aparecem, como os gêmeos e a rainha branca. Também acho que a história é surreal, diferente de um jeito místico- vemos vampiros, lobisomens e outras lendas urbanas como essas. Alice nos leva a um mundo de fantasia e figuras improváveis, mas que dentro do contexto, dão o toque final de açúcar no chá do Chapeleiro.

Minhas quatro e aconchegantes paredes

julho 28th, 2010 by renata

No início do ano, quando as exigências de estudo começaram a bater em minha cabeça e eu precisava urgentemente ler os livros pedidos pela escola, descobri métodos que facilitavam o entendimento da história sem deixá-la chata ou cansativa, ao mesmo tempo em que motivava minha leitura.

Sempre que um livro está engasgado e preciso lê-lo rápido, logo arranjo algo pra fazer. No começo eu ficava no computador, mas em semana de provas sempre tento me enganar, não entrando no computador e penso que assim me ajuda a focar melhor nos estudos.

Mentira. Logo tratava de achar uma série ou algo pra me distrair e no fim das contas, acabei usando isso como um escape. Lia um determinado número de páginas ou capítulos e logo ia ver a tal série, repetindo o processo até o fim do livro.

Na hora de estudar, acabo fazendo o mesmo. Coloco uma meta; estudo até tal hora, depois faço alguma coisa divertida; vou conversar no MSN, ler um livro – sim, ler livros é um passatempo pra mim – ou ficar brincando no Photoshop, assistindo TV, enfim, como sou uma pessoa que adora ficar mofando em casa, sair pode até ser um escape, mas só quando não agüento mais as minhas quatro e aconchegantes paredes.

E quando saio, não são muitos os lugares que vou. Gosto do shopping, ficar andando com os amigos, conversando – por sinal, telefone é sempre uma ótima recarga de bateria pra mim- além de sempre dar uma passada no cinema pra ver alguma coisa, de preferência comédia, porque drama no terceiro colegial já basta a escola.

E ai, depois daquelas horinhas de diversão, fofoca, risada e relaxamento, já está na hora de voltar aos estudos com a mente mais clara e mais organizada. É muito comum ficarmos horas e horas pensando na resposta de uma pergunta e só quando desistimos e ficamos 15 minutos sem pensar nela é que a bendita resposta vem. Portanto, relaxar é preciso.

Na luta contra o relógio

julho 21st, 2010 by renata

Esse medo de férias vem assombrando minha cabeça desde o dia em que eu contei os meses para o final do ano. Foi mais ou menos em maio que percebi que precisava começar a estudar e decidi que começaria levar a sério nas férias.

Sei que na verdade é uma época meio imprópria, né? Depois de cinco longos meses batalhando com o cursinho e a escola, tentando manter os dois em harmonia, o que eu mais queria era poder descansar.

Porém, nesse ano em que um dia a mais ou a menos de estudo pode ser crucial, eu realmente deveria estar me preocupando um pouco mais. No começo das férias, eu havia feito praticamente um cronograma inteiro; minhas viagens, quando sentaria e estudaria…

Mas um pequeno detalhe fez os meus planos caírem por terra. Só a idéia de pensar em estudar me deixa cansada e me faz pensar “mas eu tenho todo o resto das férias, pra que fazer agora?”. Só que ao olhar a data, vejo que quase metade do mês das férias já se foi e eu continuo sem ter feito nada.

E como ajustar os dois? Bom, vou viajar e com isso vou conseguir relaxar, tirar minha cabeça da escola e das pressões normais que eu enfrento. Quando voltar, provavelmente vou sofrer um pouco com o começo, mas realmente pretendo me desligar do computador, dos livros e da televisão e me focar.

Não adianta esperar que a sorte caia do céu. É preciso esforço e dedicação e, por mais que não seja exatamente meu forte, vou dar meu melhor para sentar e estudar, antes que o relógio bata em novembro e os ponteiros do desespero da falta de disciplina me avisem que fiz tudo na hora errada.

Apaixonada … pelo Photoshop!

julho 6th, 2010 by renata

Desde pequena sempre tive certa inclinação para a parte artística. Já fiz aula de desenho, piano, dança e outros, porém a primeira era a que mais me cativava. Por isso sonhava em fazer arquitetura, desenhar o interior de casas, escolas; eu estava sempre rabiscando alguma coisa em algum lugar.

Eu estava decidida e até chegava a me orgulhar disso, até que na oitava série, fomos visitar uma agência de publicidade e fiquei fascinada! Meu interesse pelo Photoshop também surgiu nessa época e durante todo o primeiro e segundo colegial eu pensava se deveria fazer Arquitetura ou Publicidade. Cheguei até em pensar em Jornalismo ou Psicologia, mas o maior dilema estava entre aquelas duas anteriores.

Acho que foi mais ou menos no final do ano passado que decidi finalmente fazer Publicidade. Nessa época, já havia desenvolvido interesse pela escrita e ao conversar com publicitários descobri que o lado artístico, a escrita e a constante leitura eram elementos fundamentais para aqueles que queriam seguir carreira na área. Só faltavam duas coisas: conversar com os meus pais e pensar em uma boa faculdade para cursar.

Minha mãe insistia que eu deveria fazer Design Industrial e meu pai não tinha opinião formada. Dei uma pesquisada no site da USP e vi que o curso não tinha nada parecido com Design Industrial e fui falar com eles a respeito de Publicidade. Não gostei muito do que eles me disseram; que publicidade é um curso muito abrangente e que só aqueles que não sabiam o que iriam fazer seguiam essa profissão.

Meus pais achavam um desperdício alguém que gostasse de matemática prestar um curso que fosse completamente relacionado a humanas. Isso me desmotivou um pouco, mas eu não acho que os pais devem interferir nas decisões dos filhos, porém deixei o assunto pra lá por hora.

No mesmo dia, minha mãe disse que havia olhado o site da USP e descobriu que o Design Industrial estava incluído na Publicidade. A satisfação foi grande, mas não sei se por agradar meus pais ao mesmo tempo em que me agradaria, ou se foi pelo simples fato de eu poder fazer o curso que queria.

No final das contas, acabei decidindo por isso mesmo. Já discuti várias vezes a respeito de quais cursos devo fazer e os prós e contras de cada uma deles, mas a escolha da carreira não tem sido mais um problema. Não devemos deixar que os outros influenciem nossas escolhas. Escutar variadas opiniões é bom e nos ajuda a balancear aquilo que realmente importa, mas no fundo quem dá o juízo final somos nós mesmos.

Entre a cruz e a espada

junho 15th, 2010 by renata

Escolher a carreira já é um dilema, imagine então a instituição. Há muitos conflitos envolvidos nisso. Nessa decisão a opinião dos pais tem um pouco mais de peso do que o curso em si, afinal, estamos falando de dinheiro.

Optar pela USP, por exemplo. Cerca de 90% da pressão que sofremos no terceiro colegial está voltada a esse vestibular. Meus pais fizeram USP, o que torna a obrigação – porque dizer que é pressão é estar sendo modesta – ainda mais presente.

Já que escolhi Propaganda, tenho pensado também na ESPM, que tem prestígio e recursos. Há uma diferença muito básica entre as duas. Uma é de graça e a outra é paga. Visitei a ESPM e fiquei encantada. Tem uma boa infra e foi difícil não sair de lá com água na boca.

Disseram-me que a USP era uma faculdade mais acadêmica, enquanto a ESPM está voltada para o mercado. E aí fica aquela dúvida: mas será mesmo que a USP vai garantir uma boa abertura para o mercado de trabalho? E outra: Será que vou ser desvalorizada por não fazer USP e ter feito ESPM? E por ai vão as dúvidas…

Só que por hora vou ficando com a preocupação mais atual, que é realmente passar em uma dessas faculdades. Estudar muito e dar o meu melhor. Só depois a gente decide qual. E como um professor me disse: “se entrar na USP, faz USP, se entrar na ESPM, faz ESPM.” E é quando o nosso lado modesto indaga: E se eu entrar nas duas, o que é que vai acontecer?