Leia o filme e veja o livro

Depois de tanto ouvir sobre o filme mais esperado do ano, resolvi dar uma chance à obra original, que há algum tempo vinha criando interesse. Alice no País das Maravilhas não é só um livro para crianças, aliás, corrigindo, não é um livro para crianças, com seu vocabulário um tanto pesado e com viagens loucas que descrevem um mundo fora do comum, onde animais falam, objetos ganham vida e um simples pedaço de bolo pode te fazer ganhar metros de altura.

Lewis Carroll escreveu dois livros; o primeiro chamado Aventuras de Alice no País das Maravilhas – que foi o que acabei de ler – e um segundo, chamando Através do Espelho e o que Alice encontrou por Lá. Com o boom do filme, é mais fácil encontrá-los juntos, num mesmo livro, do que separadamente.

O livro é divertido, os comentários da pequena Alice, uma garota um tanto inocente, com aquele ar de sabe-tudo. Uma coisa que devo elogiar mais ao Tim Burton – diretor do filme – do que ao próprio autor, foi a capacidade de misturar as histórias, não fazendo, em momento algum, com que o filme se parecesse com o livro. Tentei diversas vezes relacionar a história com o que estava acontecendo, mas nada parecia se encaixar .

Recomendo o livro, com certeza, e ainda quero ler a segunda parte, em que mais personagens do filme aparecem, como os gêmeos e a rainha branca. Também acho que a história é surreal, diferente de um jeito místico- vemos vampiros, lobisomens e outras lendas urbanas como essas. Alice nos leva a um mundo de fantasia e figuras improváveis, mas que dentro do contexto, dão o toque final de açúcar no chá do Chapeleiro.

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