Uma coisa meio “nerd”
Não sei bem como definir alguém como um ídolo. Há as pessoas que me cercam e as pessoas que estão num plano idealizado, que existem – ou existiram – e que agora deixam suas obras para que nós possamos nos inspirar nelas e criar coisas tão novas e legais quanto.
Primeiramente admiro meu pai. Inteligente, rápido, consegue resolver problemas de matemática com uma facilidade incrível. Isso me fascina muito. Quase aquela frase de criança “Quando crescer quero ser como ele”.
Obviamente que minha mãe também, talvez não tão prática quanto meu pai, mas é criativa e tem um domínio do inglês que realmente me inveja! E por último, meu primo. Esse faz mais o meu estilo: um pouco relaxado, despreocupado, que não estuda muito, porém sempre teve boas notas, respostas inteligentes, engraçado e brincalhão. Nunca o vi sério e muito menos sem uma piada na ponta da língua.
Mas os ídolos existem. Não somente os meus. Acredito que muitas pessoas têem como ídolo um artista, por exemplo, ou um cantor, escritor ou um poeta.
No quesito escritores, posso dizer que gosto da Clarice Lispector. Desde a oitava série, quando li um texto dela me encantei. Leio seus contos e em breve comprarei um livro (além de outro que será indicado para leitura na escola) para me distrair um pouco de toda a História, Geografia, Biologia, Química e Física que ocupa minhas estantes.
Para poemas vou ter que citar dois poetas que descobri na escola, obviamente famosos, que estudamos para o vestibular: Fernando Pessoa (e heterônimos) e Vinícius de Moraes. O primeiro tem uma diversidade de textos incrível e o jeito contemporâneo e descontraído faz muito meu estilo. Já Vinícius tem frases que são conhecidas por todos, mesmo que indiretamente. Me identifiquei ao ver um filme sobre a vida dele, no qual ele dizia que escrever aliviava suas tensões. O mesmo que acontece comigo.
Pode parecer uma coisa meio “nerd”, mas é verdade que essas são as pessoas mais influentes. Não consigo pensar num artista, seja da TV, cinema, ou do ramo da música que me inspire realmente. Então, vou deixar esse meu lado culto dominar pelo menos uma vez.

