Engenharia Química
Apesar da grande demanda de profissionais de engenharia no mercado, é preciso se destacar na forte concorrência e oferecer diferenciais para ser contratado
Não basta ser bom. É preciso ser ótimo. É assim que a Professora Carmem Silvia Gonçalves Lopes, coordenadora da graduação de Engenharia Química da UNAERP define o perfil do profissional da área. Ela dá dicas para o vestibulando acertar na escolha da facul e aponta as principais tendências do mercado.
Ligado na Facul - Quando ingressa no curso de graduação em Engenharia Química, qual o novo universo que aguarda o universitário?
Profa. Carmem Silvia Gonçalves Lopes - Um campo de atividades que utiliza os conhecimentos das ciências básicas e da engenharia na elaboração de projetos de processos químicos destinados à transformação de matérias-primas em produtos de maior valor agregado e comercial.
LNF - Quais são os campos de estudo da Engenharia Química?
Profa. Carmem - A pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos químicos industriais; os processos de produção de diversos setores da indústria química (plástico, borracha, papel e celulose, açúcar e álcool, fertilizantes, alimentos, medicamentos e outros); o projeto de processos e equipamentos para a indústria química; e a implantação e operação de unidades de produção.
LNF - Quais são as áreas de atuação do profissional de Engenharia Química?
Profa. Carmem - Todas as áreas industriais que fabricam algum produto necessitam de um Engenheiro Químico. Estamos falando das indústrias de plástico, borracha, papel e celulose, açúcar e álcool, fertilizantes, alimentos, medicamentos e o setor petroquímico, além das indústrias de insumos da área química necessitam desse profissional.
LNF – Quais critérios o vestibulando deve levar em conta na escolha da facul?
Profa. Carmem - Para escolher uma boa instituição de ensino superior ele deverá avaliar basicamente três fatores que influenciam na qualidade do curso e garantem uma boa formação. O primeiro fator diz respeito ao projeto pedagógico do curso; se ele atende às diretrizes do MEC, garante ampla formação teórica e prática e considera as tendências atuais do mercado de trabalho para compor o seu currículo.
LNF – Avaliar os professores é importante?
Profa. Carmem – Sem dúvida! O corpo docente deve ser qualificado em nível de mestrado e doutorado, além de trabalhar em tempo integral na facul para que possa desenvolver projetos de pesquisa e extensão que são complementares à formação.
LNF – Qual seria o terceiro fator?
Profa. Carmem - A infraestrutura. O vestibulando precisa conferir se existem laboratórios qualificados tanto na área básica quanto na área específica da Engenharia Química. Uma boa biblioteca também é muito importante para a formação em qualquer área.
LNF – Sabemos que há uma grande demanda por profissionais de Engenharia de uma forma geral. Como a facul pode ajudar o universitário a ingressar no mercado de trabalho?
Profa. Carmem - A formação e a experiência prática habilitam o profissional para o exercício efetivo de seu trabalho e, nesse sentido, os estágios têm participação importante na formação do Engenheiro Químico. É através dos convênios com empresas dos setores público e privado que esses estágios acontecem e colocam o estudante em contato com a vida profissional. Essas iniciativas possibilitam a aplicação do que o aluno aprendeu e o qualificam para o trabalho na prática.
LNF – Qual conselho a senhora daria ao jovem que pretende seguir carreira nesta área?
Profa. Carmem - Que o estudante tenha intransigência com qualidade. Hoje não basta ser bom. É preciso ser ótimo. A competição não tem mais fronteiras.
Que tenha habilidades para aprender a aprender. O aluno não deve depender apenas da facul para se destacar no mercado. Ele deve praticar a metodologia de pesquisa; estudar e pesquisar para colocar em prática seus conteúdos acumulados. O Engenheiro deve ser ousado!




